Rainha

Só lhe sentir uma vez mais
Ver o ventre da tua alma
Seu coração batendo em meu corpo
Renovaremos os votos, os gestos, os olhos, o todo.

Na beira da realidade, real.
Nos vemos apagados e tolos.
Sonhos, apenas imaginários, de ambos.
Chorastes demais, e me falara que o ciclo acabou.
Tudo acaba, é pó, é triste e é cinza vossa majestade.

Em pé, não mais pela esperança boba e tardia.
Mas pelo aprendizado e pelas lições aqui cumpridas.

Preciso manter-me intacto.
Quem sabe tenho que cuidar de outra flor.
Que está para brotar, ou para ser regada, não sei.
Pois trata-se ainda da mesma água, do mesmo toque
Que almeja a gratidão
De quando era Rei na terra de onde só as Rainhas dominam


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